Cyberbullying.


   Vivemos em mundo cada vez mais interligado e independente, os recursos tecnológicos nos permite acompanhar os acontecimentos em tempo real. O livre e fácil acesso a inúmeras informações disponíveis na Web nos possibilita a experiência de vida de outras pessoas em seus respectivos contextos. É na ausência da consciência coletiva que algumas barreiras podem ser infringidas. Vê-se no mundo online a possibilidade de extensão de práticas depreciativas, antes já praticadas e conhecidas no plano real, O Cyberbullying.
   O bullying é caracterizado pelos ataques presenciais, onde a repetição é constante, diferenciando assim de uma brincadeira de mau gosto. Já no Cyberbullying um único ataque possui um rápido poder de propagação, atingindo milhões de pessoas, sendo disponibilizado em escala mundial, causando efeitos devastadores.
  O Cyberbullying nada mais é do que a prática da crueldade online, tendo como objetivo o ato de depreciar, difamar, humilhar e aterrorizar o outro. Tudo isso, por meio de dispositivos que possuem conexão com a internet. O meio ao qual será propagado varia, podendo ser uma rede social, um site de vídeos ou páginas criadas especialmente para a prática.
  O praticante do Cyberbullying acredita está protegido pelo anonimato, causando assim maiores danos do que causaria presencialmente, perdendo os freios morais motivados pela crença de uma falsa segurança, pois poucos adolescentes sabem que o Cyberbullying é crime.
   Por sua vez a vítima sente-se desprotegida, a face de que seu inimigo encontra-se oculto, não se sabe quem é, nem quando ou onde partirá o próximo ataque. Similarizando a situação com um ataque terrorista. “Se não sei quem é meu inimigo, como posso me defender”? “- Pergunta Luciana de 15 anos, uma das entrevistadas da escritora Maria Tereza Maldonato, formada em psicologia, onde em suas obras procura desvencilhar / desvelar o comportamento humano, em suas relações sociais”.
Percebe-se então a criação de um estereótipo onde os insultos são baseados em práticas discriminatórias referentes à orientação sexual, etnia, gênero e orientação religiosa. O praticante sente-se glorioso e vencedor ao imaginar o sofrimento causado a vítima. Muitas vezes esse é um ciclo onde em um momento, se é agressor, e no seguinte pode-se tornar a vítima, que por sua vez também passa a atacar. ­
  Nem todos possuem o instinto resilente – capacidade de pessoas, comunidades ou grupos de superarem ou minimizarem os efeitos nocivos das situações difíceis e das adversidades – por isso muitos sofrem os reflexos causados pela humilhação e depreciação sofrida, mesmo que a mesma tenha ocorrido há anos. Surgindo futuramente como depressão, fobia, ataques de desespero e em casos mais graves, tentativas de suicídio.
Vivemos em um país de grande diversidade, assim como o mundo é em suas formas socioculturais multifacetados. Sair do olhar do preconceito e empobrecimento do que é nosso, e incentivar a valorização pessoal de cada indivíduo, além de abrir horizontes e criar autoestima na população, acaba por deflagrar o ativismo em meio a uma geração de novos comunicadores, inibindo atos impetuosos.


- Natalha Pedra 


Referências :

 Bullying e Cyberbullying – o que fazemos com o que fazem conosco ? , MALDONATO,maria tereza. Ed.Moderna 1º edição, São Paulo,2014.

Os construtores da paz – caminhos da prevenção a violência. MALDONATO,Maria Tereza. Ed.Moderna. 2º Edição,São Paulo,2014.

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