Análise do artigo : “Do Medo à Ciência”.
O homem primitivo
temia o desconhecido, criando em sí a necessidade de descoberta. O mesmo se via
refém do aleatório, pois não conseguiam entender os ciclos biológicos e
climáticos. Surgem então de forma primitiva, rascunhos - que futuramente se
transformarão no método cientifico - onde objetivavam esclarecer de maneira
rudimentar- mas para o período algo totalmente avançado, já que viviam de
maneira apática à natureza. – os
fenômenos naturais.
Foi à situação de impotência que impulsionou ao homem primitivo,
a especulação abstrata de seres superiores, responsabilizando-os pelos
acontecimentos, e subdividindo-os de acordo com o elemento. Como a conquista do fogo, que fora contada
por diversos povos por meio de uma lenda. Para os gregos, o herói Prometeu havia
roubado o fogo do carro do Sol, cedendo-lhes.
A atmosfera mística e abstrata, com teor mágico e sobrenatural, permitia
a sensação de segurança, já que o homem anteriormente não obtinham respostas e
agora as encontravam no plano superior.
Para agradar e manter uma boa relação com as divindades era
comum, o ofertório aos deuses. Através
de uma troca do humano com o sobrenatural. O uso de rituais para oferta de
alimentos e sacrifícios animais eram comuns. Embora a resposta não fosse
imediata, o homem interpretava o sucesso da colheita como gesto benévolo dos
deuses.
Com o decorrer do tempo, a sociedade existente percebeu a
necessidade de realmente entender as coisas, e não apenas responsabiliza-las a
um ser superior. Utilizando de técnicas
que o possibilitassem dominar os elementos da natureza, a fim de garantir a
sobrevivência. Sai-se de uma situação cômoda para arriscar-se na tentativa e no
erro, a procura de respostas e soluções para melhor qualidade de vida.
A capacidade do homem de análise metódica se reflete em sua
maneira instável de aceitação. O homem sempre quer mais, nunca está satisfeito
com o que já sabe. O conhecimento para o
homem torna-se além da sobrevivência, vai ao limiar entre a sabedoria e o
instinto de produção avançada. Transformando-o de vítima da natureza a senhor
dominador.
O conhecimento se conecta de forma direta com o coletivo. A transmissão do conhecimento através da
oralidade é um costume antigo, utilizado em tribos africanas nas contações de
histórias, por exemplo, que retratavam o passado de seu povo, transmitindo
sabedoria aos jovens e fortalecendo-nos mais adultos o conhecimento que deveria
ser seguida como exemplo em sua prática.
Mais de fato o que é ciência? É o conjunto de conhecimento
exato e experimental de determinado setor, baseados em estudos coordenados. É a
capacidade instrutiva de informar de forma sistemática. Surge então a tênue
linha entre a ciência e o conhecimento, tendo a ciência primitiva baseada na
etologia de sobrevivência. Não é
conhecimento se ao final de sua produção não se chega a uma descoberta.
Portanto tornam-se de extrema importância as etapas do método cientifico como
forma de estabelecer padrões a fim de alcançar resultados.
É característica exclusivamente humana, a evolução do
conhecimento. A capacidade de criar e transformar o já existente,
aprimorando-o. Achando uma aplicabilidade prática que solucionará problemas
existentes comuns. A linguagem rupestre,
cuneiforme, hieroglífica entre outras diversas, são provas da evolução da
espécie humana, em sua capacidade cognitiva avança – se comparado a outros
animais - de prevê acontecimentos, remediar por meio de ações, de catalogar e
ordenar de melhor forma o pensamento.
Cada povo deixou sua marca perante a ciência. Seja os egípcios com um já avançado
conhecimento matemático e médicos ou os gregos com a preocupação perante o
conhecimento teórico. Á historia da humanidade tem em suas raízes o
autoritarismo religioso, que durante a idade média restringia o conhecimento a
poucos. Não era permitido o conhecimento ao povo. Privaram-os de pensar e
criar. Esse cenário é bem traduzido na
obra de Umberto Eco, O nome da Rosa. Onde é perceptivo o modo como o clero
privava a população do conhecimento através de falsas místicas e táticas a fim
de coibir o povo ao uso de livros – que eram raros.
Porém o período das trevas como fora conhecido, se extingue
devido ao surgimento do renascimento onde se retorna o prazer da criação e
investigação. Foi um período de impulso nas artes e na ciência, a produção das
diversas vertentes do conhecimento através das ideias. Posteriormente o
movimento iluminista surgiu com a proposta de iluminar o período improdutivo
deixado pela igreja. Deflagrando diversas correntes filosóficas, tomando o
período como seu auge.
A filosofia reflete então na política, já que uma população
pensante possibilitava o questionamento. Sendo assim o movimento iluminista de
ateve a expressão da razão para reivindicação de alguns fatores, para o povo.
Rompem-se finalmente as ligas do conhecimento com a igreja.
Desmitificando setores antes esclarecidos sobre o poder divino, cedendo lugar a
ciência que por sua vez da um salto em evolução. Utilizando do método
científico – não, mas aquele rudimentar anteriormente citado, mas um método
aprimorado de acordo com as necessidades do tempo atuando de forma mais
adequada.
No século XIX a ciência volta ao passado para absorver
informações dos já conhecidos cientistas e pensadores, a fim de explorar e
aprimorar suas técnicas. Usa-se o conhecimento já disponível para inovar.
Apesar de seus antecessores terem sidos perseguidos e julgados pela igreja, a
atualidade trazia a possibilidade de extensão. Tornando rapidamente um dado
cientifico como verdade absoluta a questionamento público. Tudo estava em todo
da ciência, ela havia se tornado a grande personagem do século.
Atualmente, a ciência possui inúmeras correntes. Como as
sociais, biológicas, humanas, etc. Sendo possível o embate com temas
contemporâneos que podem ser vividos de perto pelo pesquisador. Entrando em
xeque a neutralidade cientifica. Onde se é necessário uma distancia do fato
para que esta não venha a interferir em sua conclusão devido a fatores
emocionais, possuindo ao mesmo a capacidade de julgar, distinguir e analisar de
melhor forma os elementos envolvidos.
- Natalha pedra.
26 de agosto de 2015, Feira de Santana – Bahia.
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